Descubra como o mercado de fitness está se diversificando e se você se identifica com algum destes modelos de negócio de academia.

Introdução

Até algum tempo atrás, quando se falava em “modelo de negócio de academia de ginástica”, todo mundo tinha uma imagem comum na mente, pois o modelo de negócio de academia era muito restrito.

Muito dificilmente, o lugar que você imaginou tinha: esteiras, bicicletas ergométricas, equipamentos de musculação, peso livre, uma sala de ginástica e, em alguns casos, uma piscina.

Isso mudou, e podemos dizer que a mudança foi radical!

Esse modelo tradicional ainda existe, mas neste artigo, conforme você poderá ver a seguir, as opções são muitas e algumas muito específicas.

Inclusive, recentemente fizemos um Podcast sobre tendências no Mercado de Fitness mundo afora, que podem ser traduzidas para a nossa realidade. CLIQUE AQUI para ouvir o conteúdo.

Vamos conhecer o que existe hoje em dia em nosso mercado.

Academia tradicional

Também conhecida como “academia de bairro”, “academia full service” ou “academia middle market”, é o modelo de negócio que menos sofreu modificações nos últimos anos.

Talvez por isso, seja a que mais sofreu com a chegada de novos modelos de negócio.

Normalmente possui aulas de musculação, ginástica, um setor com bicicletas ergométricas e esteiras e, em alguns casos, natação.

É um modelo que visa atingir todo o tipo de público e por essa falta de posicionamento, talvez esteja passando por maiores dificuldades, uma vez que o consumidor de hoje em dia não é o mesmo que frequentava academias no final dos anos 90 e início do século, quando este modelo experimentou seu maior período de sucesso!

Grandes Redes

São academias, em tese, semelhantes àquelas que acabamos de falar, porque também costumam ser “full service”.

Porém, um elemento que as diferencia é que elas fazem parte de uma REDE.

Essas Redes se caracterizam por uma padronização de layout e também no que diz respeito às atividades oferecidas. Em alguns casos, dependendo da localização e do público alvo, se apresentam de maneira diferente.

Mas o normal é que ela se apresentem de maneira uniforme.

Uma outra diferença notável entre as academias de redes para as academias tradicionais diz respeito ao tamanho e imponência. Normalmente, as redes têm unidades grandes, com equipamentos de última geração e sempre apresentando alguma novidade ou tendência.

Academias Low Cost

Essas academias, que surgiram com bastante força no mercado no início da década, personificadas por uma grande rede, chamaram bastante atenção porque usavam equipamentos de última geração, praticando preços muito menores do que aqueles praticados pelas chamadas “academias tradicionais”.

O surgimento desse modelo de operação fez com que o mercado reagisse para melhor se adaptar aos novos consumidores.

Hoje em dia, embora algumas academias tradicionais tentem migrar para o segmento low cost, normalmente sem sucesso, o mais comum é que elas façam parte de uma grande rede, obedecendo padrões de uniformização.

Um de nossos Podcasts falou sobre como esse modelo de negócio interferiu no mercado de fitness e quais foram as consequências. Um destes desdobramentos, você pode ver no próximo tópico.

Academias “Boutique”

Também conhecidas como “Studio Concept”, este modelo de negócio talvez seja o exato oposto das chamadas “low cost”, sobretudo porque em alguns casos, o valor da mensalidade de uma “low cost” seja o valor de uma AULA em uma academia “boutique”.

Conforme dissemos anteriormente, o mercado precisou reagir e criar alternativas para o novo consumidor, que dividiu-se, resumidamente, em dois perfis: o que queria treinar e pagar pouco e o que queria atenção.

O primeiro tipo é o público alvo das low costs. Já o segundo, passou a ser assediado por academias que focaram na experiência do cliente, buscando entender seus gostos, seus desejos mais profundos quando buscam um lugar para praticar atividade física, suas preferências e sobretudo, aquilo que não toleram.

Essas academias, inclusive, podem pertencer a nichos muito específicos, como por exemplo: stúdios de aula de bike indoor, ballet fitness, lutas ou de preparação física específica.

Esse modelo de negócio se caracteriza por priorizar de verdade o atendimento, cobrando caro por isso e se comprometendo de verdade com o resultado do cliente.

Estúdios de Personal Trainer

Um modelo de negócio que não chega a ser uma academia boutique, mas também não pode ser considerada uma academia tradicional é o estúdio de personal trainer.

Normalmente, é um estabelecimento pequeno, com pouco equipamento e que atende os clientes apenas de forma personalizada.

Um fator que contribuiu bastante para o surgimento desse modelo de negócio foi a chegada do Treinamento Funcional, que possibilitou ao Personal Trainer abrir o seu negócio sem a necessidade de um investimento vultoso em equipamentos, pois alguns treinos podem ser realizados apenas com o peso do próprio corpo ou acessórios.

Uma evolução deste modelo que vem crescendo nos EUA, mas que ainda está surgindo timidamente no Brasil são os chamados “Trainning Gyms”, absolutamente focados na experiência do cliente.

Estúdios de Pilates

É um modelo de negócio muito específico, semelhante aos estúdios de personal trainer, no que diz respeito à simplicidade na operação.

É também, um modelo de negócio que pode ter como gestor um profissional que não é da área de educação física, pois muitos estúdios de pilates são geridos por fisioterapeutas.

Isso ocorre porque muita gente utiliza o método Pilates como forma de reabilitação.

Box de CrossFit

Tanto como modalidade de atividade física, quanto como modelo de negócio, os boxes de CrossFit são recentes em nosso mercado.

São operações pequenas, de estrutura simples e que oferecem apenas um tipo de modalidade: o treino de CrossFit.

Muito na moda, seja pelo efeito tribal, seja pelos resultados obtidos pelos participantes, estão também sendo imitados, pois CrossFit é uma marca e quem usa deve pagar royalties pelo licenciamento.

Algumas operações usam o mesmo modelo, mas usam o nome Cross Trainning ou similares.  

Inclusive, algumas das chamadas “academias tradicionais” estão buscando um formato híbrido, tendo dentro de suas operações um box de cross trainning, cobrando por isso, um valor diferenciado.

Assessorias

Esse modelo de negócio é composto por um ou mais profissionais que prestam assessorias para praticantes de ciclismo ou corrida de rua (o que é mais comum).

Normalmente mais informais que os studios, cobram mensalidades dos praticantes para auxiliá-los em sua performance nas provas, inclusive acompanhando-os nesses eventos.

É comum ver tendas de assessorias em praças bastante frequentadas, normalmente com pistas de corrida e nas provas.

Conclusão

Buscamos trazer aqui, neste artigo, os mais variados tipos de modelos de negócio que hoje existem em nosso mercado.

Note que toda essa evolução e capilarização ocorreu praticamente nos últimos dez anos, o que significa que caminhamos para uma proposta cada vez mais específica e individualizada no que diz respeito à entrega dos serviços de atividade física.

E que, muito provavelmente, independente do modelo de negócio escolhido, o foco na experiência do cliente determinará quem irá prosperar e quem vai ficar pelo caminho!

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