A arquiteta especializada em academias Patrícia Totaro, traz dicas simples e econômicas para criar ambientes que irão ajudar a aumentar as vendas e a retenção.

Introdução

Engana-se quem pensa que projetos de arquitetura para academia são algo que afetam a empresa apenas estruturalmente e não tem nenhum impacto direto de resultados em vendas e fidelização. Nos últimos anos – e cada vez mais – tem ficado evidente que arquitetura passa longe de ser algo meramente estrutural. Toda a experiência que seu cliente passa com o ambiente da academia tem a ver com arquitetura, desde o momento que chega, até a hora de ir embora.

É sobre isso que a arquiteta especializada em negócios fitness, Patricia Totaro, falou em entrevista recente para o nosso projeto EVO Amp. Neste artigo você vai conferir as dicas principais que extraímos deste bate papo, com ideias de baixo custo e execução simples. Assim, você pode começar a pensar na estrutura da sua academia, estúdio ou box JÁ e gastando pouco. Confira:

 

Derrubando mitos sobre arquitetura para academias

  • É “apenas” estrutura: Como já comentamos na introdução deste artigo, o primeiro mito a ser derrubado é o de que a arquitetura é meramente sobre a estrutura física. Patricia explica que a experiência está além disso, e para por tudo que ele sente e vê dentro da sua academia. Neste sentido, todos os detalhes tornam-se importantes, até o que parecem mais triviais.

 

  • Arquitetura é cara: Outro grande mito é pensar que ter um bom projeto de arquitetura irá custar muito caro ou é algo alcançável apenas por academias de grande porte. Não importa o tamanho do seu negócio ou os recursos que você tem, Patricia afirma que é sempre possível olhar sua empresa sob o conceito do design de serviço e fazer otimizações naquilo que a academia já tem.

 

  • Arquitetura = Obra na academia: Nem sempre mexer na arquitetura da academia implica em começar obras no ambiente. Muitas vezes reaproveitar os elementos que a academia já tem, modificando detalhes de decoração ou disposição dos móveis já é mais do que suficiente para dar uma nova ambientação ao seu espaço.

 

  • “Meu público não se importa com isso”: Muitos gestores dizem não se preocupar com ajustes na arquitetura por atender um público mais simples, que parece não se importar com estes aspectos. Isso já deixou de ser uma verdade há algum tempo. Hoje em dia, mesmo as classes mais simples tem acesso a informações e desejam sim uma boa experiência arquitetônica.

 

Como a arquitetura e o ambiente impactam o cliente da academia?

Patricia conta em sua entrevista para o EVO Amp, que nos últimos meses se dedicou a estudar o comportamento do consumidor das academias ditas “tradicionais”, para ter uma percepção mais apurada sobre como estas mudanças nos ambientes da academia podem impactar nos índices de renovação.

Em suas pesquisas, levantou que entre os clientes de academias que consideram a estrutura ruim, apenas 13% cogitam a possibilidade de renovar suas matrículas.

Já entre os clientes que consideram a estrutura boa, este número salta para mais de 70% de propensão a renovar os planos, o que deixa mais que evidente que, sim, o ambiente é um fator que influencia diretamente na fidelização dos clientes de uma academia.

 

Como identificar se minha academia precisa de mudanças?

É muito importante não deixar a situação ficar “crítica” para começar a mexer na academia. O correto é manter-se sempre por dentro das tendências, de olho no mercado e nas melhores práticas, e aplicá-las na academia, mesmo que o negócio já esteja em um bom momento.

Patricia dá algumas dicas preciosas para que o gestor de academia identifique se está na hora ou não de fazer mudanças no projeto arquitetônico e de experiência.

A primeira delas é se perguntar, em termos de estrutura, quais são as razões que fazem seu cliente se matricular na academia, ou de não de matricular. Segundo ela, é comum que os gestores saibam as razões de que acaba saindo da academia, mas poucos conseguem identificar o que faz os clientes ficarem.

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Outro processo importante é mapear e documentar informações sobre o seu público, como:

  • O público tem um perfil mais jovial ou mais sério (o que não necessariamente tem relação com a idade, mas sim com o comportamento das pessoas)
  • Quais são as expectativas deles em relação aos treinos
  • Se preferem ambientes abertos ou fechados

Além disso, ela recomenda que você fotografe a academia, para conseguir analisar exatamente o que seu cliente vê quando entra no seu espaço.

Com todas essas informações em mãos, é hora de avaliar seus resultados de vendas e retenção. E é com essa análise em mãos que você pode começar a executar as dicas que virão a seguir.

 

Dicas simples e de custo baixo para melhorar a arquitetura da sua academia, estúdio ou box

DICA ZERO: Antes de colocar qualquer ação em prática, é preciso projetar. Um projeto não necessariamente deve ser algo complexo, mas sim um guia para que você seja inteligente na hora de fazer as mudanças na academia. Isso vai fazer com que você economize, focando energia e investimento apenas nos pontos onde de fato impactará seu cliente. Assim você diminuirá os custos e o projeto se pagará mais rapidamente.

 

  • Crie projetos inteligentes: Use os recursos que já existem em sua academia e faça mudanças pontuais a cada 3 meses. Troque móveis de lugar, reorganize itens, reveze objetos de decoração de tempos em tempos. Isso já irá criar uma sensação de “novo” periodicamente nos ambientes;

 

  • Espaços flexíveis: complementando o item acima, pense em seus ambientes como vitrines de loja, que trocam suas coleções a cada período, se mantendo no mesmo espaço;

 

  • Iluminação inteligente: Coloque em seu projeto uma iluminação que seja flexível, assim você poderá criar ambientações diferentes a cada mudança de layout, sem precisar gastar mais;

 

  • Se seus números de VENDAS estão baixos, comece suas mudanças pela RECEPÇÃO. Patricia comenta que não somente reestruturar fisicamente, mas sim o processo todo de receber um novo prospect na academia;

 

  • Ainda para melhorar seus índices de vendas, remodele os ambientes por onde seu Tour de Vendas passa. Analise todos os locais que sua equipe mostra ao possível cliente e veja o que pode ser otimizado;

 

  • Pontos focais: Use itens que chamam atenção para atrair o cliente aos pontos mais bacanas da academia.
    Patricia contou que estratégias como: usar cores fortes, usar vegetação com ponto de luz, colocar coisas em movimento e locais com movimentação de água são ótimas para dirigir a atenção de quem passa pelo ambiente e, de quebra, ainda podem disfarçar as partes que você não quer que as pessoas prestem atenção;

 

  • Adapte o ambiente ao seu público: Após fazer o levantamento do seu público, você pode usar elementos para reforçar o que o perfil dele aponta. Por exemplo, se seus clientes gostam mais de ambientes abertos, use mais plantas. Ou se preferem ambientes internos, use coisas que remetem a isso, como televisões.

Conclusão

O que fica evidente é que a arquitetura na academia tem uma importância muito maior do que a maioria dos gestores consegue perceber. Pequenas alterações podem gerar grandes impactos, tanto na experiência do cliente, quanto no caixa da academia, aumentando vendas e renovações.

É importante também considerar que o gestor precisa ter um olhar atento às principais tendências do mercado, para trazer as informações e adaptá-las para o cenário de sua empresa.

Pequenos detalhes fazem a diferença e podem transformar a percepção de seus clientes, sem que seja necessário fazer grandes investimentos ou obras complexas. É possível começar com pequenos ajustes e alcançar bons resultados.

A entrevista completa de Patricia Totaro para o EVO Amp está disponível no vídeo abaixo. É só clicar e enviar seu e-mail para desbloquear o conteúdo: